PORTOS & NAVIOS: “Marinha e CDRJ assinam convênio de cooperação para o controle do tráfego aquaviário na Baía de Guanabara”

Sensores meteorológicos, oceanográficos, radares, marégrafos e câmeras térmicas de longo alcance serão compartilhados nos sistemas de Gerenciamento da Amazônia Azul (SISGAAz), da MB, e de Gerenciamento de Informação de Tráfego de Embarcações (VTMIS), da administração pública portuária do porto do Rio de Janeiro. Apenas "áreas de comum interesse" serão contempladas. Expectativa é de que implementação otimize o fluxo e o controle de embarcações, na Baía de Guanabara.

Os sistemas de controle de tráfego aquaviário adquirem informações de navegação, diretamente, do Sistema Automático de Informação (AIS) dos navios compatíveis, do Sistema de Controle de Tráfego Marítimo (SISTRAM) e de outros subssistemas marítimos e aquaviário.

A NORMAM 26, da Diretoria de Hidrografia e Navegação, conceitua, define, regula, categoriza e estabelece procedimentos para vistoria e implementação de serviços de monitoramento de tráfego marítimo.

A TRIBUNA: “Falta de dragagem gera prejuízos de R$ 40,7 milhões no Porto de Santos”

Santos Navios que transportam produtos químicos ou combustíveis esperam, em média, dez dias por uma janela de atracação

Problemas licitatórios de dragagem de manutenção elevariam janela de atracação de embarcações para média de 10 dias, gerando custos de sobreestadia (demurrage) e de deadfreight para os transportadores marítimos. No fim da linha, tal impasse aumentaria custo total do próprio frete marítimo, gerando atrasos em toda cadeia produtiva.

A atividade de dragagem de rios e canais de acesso portuário é muito relevante para a operação portuária e para a própria segurança do tráfego aquaviário. Por isso mesmo, não é simples. Na verdade, há uma série de condições que a Marinha do Brasil e a autoridade ambiental impõem para essa obra aquática, descritas no capítulo 3 da NORMAM 11. Por ser uma atividade de elevado impacto econômico e ambiental, seguem-se procedimentos de engenharia específicos, como modelagem simulada de riscos, projeções de maquetes físicas, levantamentos hidrográficos e projetos de sinalização. Dependendo do tipo de dragagem realizada, pode até haver o uso de explosivos para execução da “derrocagem” do leito submarino (não sendo este o caso notado). Portanto, muito mais que esta famigerada “urgência” mercadológica, importa a própria segurança operacional das vias, dos trabalhadores e das pessoas (portuários, marítimos e vizinhança).

WSJ: “Huawei Manages to Make Smartphones Without American Chips”

For China’s top smartphone maker, U.S. suppliers are increasingly a nice-to-have, not a must-have

Diante de boicote industrial promovido pelo presidente Donald Trump, uma das empresas de tecnologia mais agressiva em investimentos fora da China, a Huawei, lança seu smartphone topo de linha sem nenhum componente norte-americano. O Mate 30 não é o primeiro equipamento da empresa totalmente livre de tecnologia dos EUA, porém. Os transceptores 5G vendidos pela companhia, já são de composição independente.

Em entrevista para o jornal americano THE WALL STREET JOURNAL, o CEO da Huawei e ex-militar chinês, Ren Zhengei afirma que os americanos não devem se sentir ameaçados pela Huawei: “este país é plenamente capaz de desenvolver tecnologia 5G, como a nossa; nós o admiramos, aprendemos muito com a cultura dos EUA; eu ainda louvo a América, mesmo agora [com as sanções]”. Entretanto, questionado sobre as acusações de uso da companhia que fundou para espionagem feita pelo governo chinês, defende: “nós somos como a indústria automobilística, vendemos nosso carro, mas não sabemos o que nossos clientes vão transportar nele”. E ainda ironiza: “eu mesmo não sei se meu telefone não está sendo bisbilhotado por alguém, provalvemente pelo governo americano, agora”. Mesmo com toda a proibição de comprar de empresas americanas, a Huawei anunciou lucro recorde, no último trimestre do ano.