ECDC: “Estimating the asymptomatic proportion of coronavirus disease 2019 (COVID-19) cases on board the Diamond Princess cruise ship, Yokohama, Japan, 2020”

On 5 February 2020, in Yokohama, Japan, a cruise ship hosting 3,711 people underwent a 2-week quarantine after a former passenger was found with COVID-19 post-disembarking. As at 20 February, 634 persons on board tested positive for the causative virus. We conducted statistical modelling to derive the delay-adjusted asymptomatic proportion of infections, along with the infections’ timeline. The estimated asymptomatic proportion was 17.9% (95% credible interval (CrI): 15.5–20.2%). Most infections occurred before the quarantine start.

Estudo publicado no EUROPE’S JOURNAL ON INFECTIOUS DISEASE SURVEILLANCE, EPIDEMIOLOGY, PREVENTION AND CONTROL descobriu que cerca de 17% dos pacientes infectados com o novo coronavírus (SARS-COV-2), a bordo do cruzeiro Diamond Princess não apresentaram nenhum sintoma de Covid-19. Calculado por pesquisadores das universidades de Kyoto, Oxford e Estado da Georgia, por modelagem estatística, índice revelado ratifica medidas agressivas adotadas por autoridades sanitárias, marítimas e por transportadores marítimo de passageiros contra o espalhamento da doença.

Taxa elevada de passageiros assintomáticos dificulta adoção de medidas de controle eficazes a bordo de embarcações, já que estes não podem ser rastreados, sem testes.

E, ainda, resta o alerta de que porcentagem pode ser ainda maior, dependendo da mediana etária do rol de passageiros. Hipótese é que, quanto mais jovem for o conjunto de pessoas embarcas, maior a taxa de assintomáticos.

CDC: “Public Health Responses to COVID-19 Outbreaks on Cruise Ships — Worldwide, February–March 2020”

More than 800 cases of laboratory-confirmed COVID-19 cases occurred during outbreaks on three cruise ship voyages, and cases linked to several additional cruises have been reported across the United States. Transmission occurred across multiple voyages from ship to ship by crew members; both crew members and passengers were affected; 10 deaths associated with cruise ships have been reported to date. 

Estudo da autoridade sanitária americana (CDC) sugere que o Sars-Cov-2, o novo coronavírus, resiste por até 17 dias em superfícies contaminadas a bordo de navios de cruzeiro, se não houver desinfecção de cabines. Descobre, também, que a maior parte dos passageiros infectados são assintomáticos (46,5%), o que reduziria eficácia de medidas de triagem de controle do espalhamento da Covid-19 a bordo das embarcações, adotadas pela indústria de transporte marítimo de passageiros. Investigação, ainda, conclui que tripulação tende a ser o principal vetor de contaminação entre os próprios passageiros e que o contágio ocorreria, inclusive, entre navios e até entre viagens de um mesmo navio.

Pesquisa sustenta recomendação administrativa para que cidadãos americanos paralisem suas viagens em curso e promove a adoção de medidas drásticas a serem tomadas pelas autoridades marítimas e operadores de transporte marítimo, no mundo, como quarentena total de passageiros e bloqueio das embarcações.

MARINE LINK: “Western Supply Chains Buckle as Coronavirus Lockdowns Spread”

Freight carriers are struggling to deliver goods by land, sea or air as the coronavirus pandemic forces Western governments to impose lockdowns, threatening supplies of vital products including medicines into the most affected areas, such as Italy. 

Pânico e estocagem de alimentos e outros produtos têm multiplicado demanda por transporte de carga, num momento em que a cadeia logística sofre severas restrições operacionais.

Dados reportados ao MARINE LINK revelam impacto da pandemia do novo coronavírus sobre os sistemas logísticos internacionais:

  • tempo de entrega de mercadorias TRIPLICADO;
  • valores de frete de carga multiplicado por até 10 VEZES; e
  • capacidade de transporte reduzida em até 30%.

Outro problema apontado com o desligamento massivo da produção industrial realiza-se a ampliação do DESBALANCEAMENTO DE REMESSAS DE CARGA, essencial para viabilidade do transporte de carga geral, no transporte marítimo internacional. É inviável empenhar um navio para sair cheio de um porto, mas voltar vazio de seu destino.

Bloqueios internacionais do transporte aéreo de passageiros, ainda, aumentam os riscos do transporte internacional marítimo de carga, o que obriga as empresas de navegação a adotar esquemas operacionais especiais, referentes às suas tripulações. Por fim, restrições portuárias de embarque e desembarque de tripulação, bem como de acesso de embarcações a portos prejudicam, diretamente, o transporte de equipamentos médicos e farmacêuticos VITAIS ao próprio combate da pandemia.

ALLIANZ: Quarantined trade: Covid-19 to cost USD320bn of trade losses every quarter

Para a consultoria econômica EH/Allianz, mais de 350 mil contêineres foram removidos das linhas internacionais, devido a pandemia do novo coronavírus, compondo um prejuízo de mais de 33 bi USD para o setor de transporte. 

Em apenas 1 trimestre, as perdas acumuladas (-2,5% Q1) já superariam as provocadas pela guerra comercial EUAxChina, em todo 2019. A expectativa, porém, é que o pior já tenha passado e que, em Maio, o nível de comércio global já retome “velocidade máxima”.

A avaliação considerou apenas o cenário chinês e europeu, em especial, o italiano, países considerados epicentros da pandemia.

MARITIME EXECUTIVE: Fewer Coronavirus Cases if Diamond Princess Had Been Evacuated

Estudo, publicado no JOURNAL OF TRAVEL MEDICINE, avaliou que quarentena forçada, no cruzeiro Diamond Princess, evitou que o Covid-19 contaminasse 80% dos passageiros a bordo. Entretanto, contágio teria sido menor, caso infectados fossem desembarcados. 

Pesquisa usou modelagem matemática comparada em relação a projeções feitas para Wuhan, epicentro da epidemia, e detalhou diferentes índices de contágio se tripulante ou passageiro. Hipótese é que ambiente de bordo é mais propício (4 vezes mais) a esse tipo de transmissão.