A Lacração como Fuga da Realidade

Uma postura que silencia, orgulhosa, por um breve momento pode ser uma máscara justificada, atrás da qual se busca respirar e recobrar a consciência. Mas ela se transformará em autoengano e em astúcia diante do outro se for permitido esconder-se, renitente, em si mesmo, se ela impedir o esclarecimento para escapar da compungência da realidade.

(JASPER, 2018 & PIRES, 2019, grifo nosso)

Referências

PIRES, Paulo Roberto. A crítica da razão lacradora: Do pós-guerra ao Twitter, anedotas e diagnósticos sobre a tragédia do debate intelectual contemporâneo. 2019. Acesso em: 23 mai 2019

JASPERS, Karl. A questão da culpa: A Alemanha e o Nazismo. S/l: Todavia, 2018. 120 p.

A Violência como Falta de Poder

As decisões coletivamente vinculadas têm maior aceitação devido ao poder do sistema político. O poder baseia-se numa ameaça de sanção que Alter procura evitar, aceitando a comunicação. A aplicação da sanção indica a falta de poder, pois ele não foi suficientemente forte para evitar a desobediência. Galindo (2003, p. 7) observa que ao ser exercida a força física (sanção) o poder perde toda a sua eficácia simbólica.
(KUNZLER, 2004, p. 134)

Referências

KUNZLER, Carolina de Moraes. A Teoria dos Sistemas de Niklas Luhamann. Estudos de Sociologia, Araraquara, p.123-136, 2004.

GALINDO, J. La política como sistema: reflexiones em torno de la sociologia política de Niklas Luhmann.

Sinopse do Sistema Logístico-Portuário brasileiro e Conjecturas sobre uma Modelagem Histórico-geográfica do caso nacional

O sistema de transporte, hoje, incluindo o setor portuário, constitui importante — se não preponderante — parte do orçamento das empresas e governos (BOWERSOX, CLOSS, STANK, 1999; WANKE, FLEURY, FIGUEIREDO, 2000; WANKE, FLEURY, 2006). Ao mesmo tempo que organiza-se, indissociavelmente, dentro do contexto de suas cadeias de produção, não podem deixar de obedecer a fatores de uso determinados em busca de satisfação total de clientes-consumidores (BOWERSOX, CLOSS, COOPER, 2002; WATERS, 2003; STOPFORD, 2003; GHIANI, LAPORTE, MUSMANNO, 2004; QUAYLE, 2006; LUN, LAI, CHENG, 2010).

Apresentando modos distintos de executar-se, com variadas qualidades e desvantagens (WATERS, 2006; BOWERSOX, CLOSS, COOPER, 2002), os modais de transporte rodoviário, ferroviário, aquaviário, dutoviário e aeroviário competem e/ou cooperam entre si, nessa missão (STOPFORD, 2003). No caso do transporte marítimo de cargas, sujeito e objeto dessa dinâmica, ainda, diferentes grupos e tipos de carga ensejam diferentes ofertas de serviços e navios (STOPFORD, 2003; LUN, LAI, CHENG, 2010).

Avançando em busca daqueles fatores de uso, inevitavelmente, tais meios e serviços logísticos portuários e de transporte desenvolveram-se e fizeram elaborar técnicas, economias e sistemas de trocas mais eficientes e integrados, ao longo do tempo e do espaço (MULLER, 1999; COYLE, 2000; FIGUEIREDO, 2001; STOPFORD, 2003; WATERS, 2003; ADEMAIS, UGBOMA, 2009; LUN, LAI, CHENG, 2010).

Assim, este artigo levanta porquantos da evolução logística nacional, bem como, analisa e verifica indicadores quantitativos para a atual situação operativa do sistema de transportes, no Brasil.

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Logística e Gestão Marítimo-portuárias