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BANCO MUNDIAL: “Global economic Prospects – aNALYTICAL cHAPTERS”

COVID-19 has triggered the deepest global recession in decades. While the ultimate outcome is still uncertain, the pandemic will result in contractions across the vast majority of emerging market and developing economies. It will also do lasting damage to labor productivity and potential output. The immediate policy priorities are to alleviate the human costs and atenuate the near-term economic losses. Once the crisis abates, it will be necessary to reaffirm credible commitment to sustainable policies and undertake the necessary reforms to buttress long-term prospects. Global coordination and cooperation will be critical.

Excerto de capítulos analíticos de relatório do Banco Mundial analisa que redução no transporte internacional de bens e produtos, provocada pela pandemia do novo coronavírus, aumenta risco de indisponibilidade de suprimentos na cadeia de produção mundial.

Avaliação ressalta que incerteza logística reduzirá em até 2/3 a demanda por ‘commodities’ energéticas, no ano de 2020. Ainda, que queda no preço dos combustíveis, ensejada por disputas geopolíticas, aumentará as consequências econômicas da própria pandemia.

De acordo com a entidade financeira, essas quedas seriam “sem precedentes” e afetariam, severamente, a economia dos países emergentes exportadores de petróleo. Para tal conclusão, baseado em estudos anteriores, concede que o impacto na arrecadação dos países, cujas economias dependeriam majoritariamente do setor energético, seria maior que o estímulo da queda do preço dos combustíveis às atividades beneficiárias dessa deflação. Apesar disso, o relatório observa “curta janela” de vantagem das atividades econômicas beneficiárias do baixo preço dos combustíveis, enquanto os estoques do produto permanecerem relativamente elevados à demanda, no início da reabertura dos países.

Documento de 76 páginas, dividiu-se em 2 capítulos. O primeiro dedicou-se à análise dos impactos temporais da própria pandemia. Já o segundo desenvolveu as consequências econômicas da queda dos preços dos combustíveis associadas ao contágio.

CCSA: “How COVID-19 is changing the world: a statistical perspective”

The statistics presented in this report are unprecedented. We are witnessing data points and inflections in trends that would have been
unimaginable only a few months ago. New statistical records are being set on an almost weekly basis. By the end of April, 212 countries, territories or areas had reported confirmed cases of COVID-19. In the first four months of 2020, more than 3 million cases of infection had been confirmed and more than 210,000 deaths. Some startling economic numbers include a 9% year-on-year fall in global production and manufacturing output, nowcasts that the value of global merchandise trade will fall by almost 27% in Q2 2020, the largest fall in global
commodity prices on record (-20.4% between February and March 2020). On the social side, we see the shocking loss of employment – a decline of almost 10.5% in total working hours, the equivalent of 305 million full-time workers. Some 1.6 billion students have been affected by school closures and the crisis will push an additional 40 – 60 million people into extreme poverty. 

The impact is being felt in every region. The statistics presented in this report are the tip of the iceberg. Readers are encouraged to visit the websites of the contributing organizations, where they can find a wealth of data and high-quality information.

Relatório de comitê internacional para coordenação estatística, vinculado à Organização das Nações Unidas, alerta para incertezas na produção agrícola, já no curto-prazo, devido a interrupção da logística global e do trabalho no campo, provocada pela pandemia do novo coronavírus.

Ainda, classifica o evento como a “maior crise da história da aviação comercial”, diante da paralisação do transporte de passageiros, no mundo. Também, calcula as consequências no tráfico de drogas ilícitas, assistindo a via marítima apresentar a menor restrição dentre os modais.

Por fim, o relatório também aponta declínio no tráfego asiático de navios de carga geral, notadamente, nos portos chineses, dentre janeiro e fevereiro. Com isso, conta queda na emissão de dióxido de nitrogênio na região ligada, ademais, à redução da atividade da indústria local.

Em 90 p., documento viu impactos da Covid-19 nos âmbitos econômico, social, regional e estatístico globais. Colaboraram 35 entidades supranacionais, incluindo os Bancos Mundial e Central Europeu, o Fundo Monetário Internacional e as Organizações Mundiais da Saúde e do Comércio.

Entretanto, o COMITEE FOR THE COORDINATION OF STATISTICAL ACTIVITIES (CCSA), que visa estandardizar dados abertos, solicita a colaboração por mais números. No que concerne resposta à Covid-19, faltam dados, inclusive, sobre rotas de transporte e padrões de mobilidade.

Sistema de transporte marítimo de carga a granel indica limite de crescimento de exportações do agronegócio brasileiro

Mesmo diante da pandemia do novo coronavírus, as exportações para a China de grãos de soja brasileiros bateram recorde trimestral (Q1). Dentre motivos para o alcance do índice, aponta-se a safra excepcional e a vantagem proteica da produção nacional sobre os grãos rivais.

Em 2019, o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola do IBGE já apontava para o aumento da safra de soja do Brasil e da área plantada. Entretanto, outras situações relacionadas ao comércio global devem ter catalisado a exportação extraordinária.

A desvalorização histórica do real diante do dólar, que chegou a bater a casa dos 5 BRL/USD, em março, é uma delas. A moeda brasileira mais fraca aumenta o poder de compra estrangeiro sobre o produto brasileiro, alavancando, por fim, as exportações da commoditie, em geral. 

Além disso, ainda os efeitos da guerra comercial EUA X China, mesmo que arrefecida, também podem ter corroborado para o crescimento nas exportações. Privilegiar a compra da soja brasileira em relação ao grão estadunidense ainda é estratégico ao governo e ao produtor chinês. A compra do grão brasileiro diversifica o fornecimento e distribui os riscos da cadeia produtiva sino-asiática relacionada. De quebra, ainda, golpeia, geopoliticamente, o concorrente norte-americano, porque reduz seu “market share” e poder de barganha. 

Já para a operação do transporte marítimo de carga a granel, o aumento no volume das exportações brasileiras do produto para a China representa um aumento do valor do próprio frete da carga.

Isso, porque o crescimento da demanda por navios (classes panamaxes e superpanamaxes), num próprio momento de restrição de tráfego, provoca uma subida natural dos custos e preços de uso do transporte marítimo de carga. 

Num ambiente de redução de capacidade de funcionamento do sistema econômico e, por consequência, do sistema logístico, o sistema de transporte marítimo de carga também reduz-se. Dessa forma, nenhum crescimento agrário consegue beneficiar-se economicamente do sistema de transporte.

Nesse caso, na verdade, o nível operacional e estrutural do sistema de transporte marítimo de carga a granel global constringe o nível operacional do sistema de produção agrário nacional, independentemente, de sua capacidade estrutural. 

Expectativa do consumidor brasileiro alinha-se com a realidade dos mercados globais? Pandemia do novo coronavírus lança comércio mundial no pessimismo

Pesquisa de sentimento do consumidor brasileiro sob a pandemia do novo coronavírus, da consultoria de mercado McKinsey, revela que 85% dos cidadãos preocupam-se com a saúde pública, em primeiro lugar; 80% com a saúde da própria família e em não contribuírem para o aumento da doença. Enquanto compreendem que crescerão os gastos com lazer e comércio remoto, brasileiros preveem redução na renda real geral. Ainda, maior parte (3/4) é pessimista quanto ao futuro da economia e acha que pandemia durará por meses.

A pesquisa parece indicar que os sinais de risco sócio-econômicos da pandemia do novo coronavírus foram corretamente apreendidos pela maior parte da população e se encaixa com os dados cibernéticos de comportamento de consumidor, do âmbito global.

Se, para o caso nacional, confirmar-se o mesmo comportamento de consumo global, é esperado que a demanda por serviços de logística de carga aumente em até dois dígitos percentuais, enquanto ocorre queda acentuada, na mesma ordem, na demanda de serviços de logística de passageiros. 

Apesar disso, com o retorno parcial das atividades da cadeia produtiva chinesa, ao menos a demanda logística de “commodities”, deve ser compensada, no próximo mês. A China é o principal parceiro econômico brasileiro, tanto em volume, quanto em valor comercial agregado (OEC/UNTACD).

Matriz de importações chinesas de produtos brasileiros (THE OBSERVATORY OF ECONOMIC COMPLEXITY, 2017 / UNTACD)

No entanto, mesmo o gigante sino-asiático terá sua perspectiva de crescimento econômico abalada, já que os maiores mercados de consumo global, os EUA e a Europa, sofrem o pico dos efeitos da pandemia, agora.

– China’s exports only fell 6.6 per cent in March after having contracted 17.2 per cent in combined figures for January and February;
– But with global demand set to drop amid antivirus measures in US and Europe, analysts have warned of a substantial fall in the coming months.

Assim, é de se esperar, realmente, que o sistema logístico nacional apreenda, no final das contas, queda sensível, em suas atividades, principalmente, no transporte de passageiros.

O sentimento pessimista do consumidor nacional está alinhado com as perspectivas comerciais globais 

OMC: “Trade set to plunge as COVID-19 pandemic upends global economy”

World trade is expected to fall by between 13% and 32% in 2020 as the COVID 19 pandemic disrupts normal economic activity and life around the world.

Relatório da Organização Mundial do Comércio (OMC) reconhece que a prioridade dos países deve ser combater a pandemia do novo coronavírus, em vez da crise econômica. Aliás, o alerta é para a necessidade dos países trabalharem juntos contra a pandemia a fim de que a própria recuperação comercial global seja mais rápida. 

Para a OMC, a crise econômica atual é diferente da de 2008-09, apesar de comparável. Lembra que, hoje, setores econômicos inteiros param, como os de turismo, transporte e serviços não-essenciais. Nesse sentido, duas hipóteses principais são projetadas para o comércio global.

No cenário da hipótese otimista, se os países adotarem as medidas de mitigação da pandemia mais eficazes, já no segundo semestre deste ano haverá o retorno da atividade econômico-comercial a patamares de crescimento. Na hipótese do cenário pessimista, porém, a OMC entende que as medidas de mitigação demorarão a serem tomadas, adiando, portanto, o próprio retorno do crescimento econômico-comercial dos países. Independentemente, em TODOS os cenários todas as regiões do planeta sofrerão quedas de dois dígitos no comércio de importação e de exportação de produtos e serviços, durante a pandemia.

Outro aspecto observado pelo relatório da OMC é a necessidade de gestão da crise das cadeias logísticas globais, já que indústrias inteiras pararam a produção. Entretanto, para o setor de serviços, é que a OMC assevera que a pandemia imporá perdas econômicas irreparáveis.

Por fim, o relatório da OMC indica que os dados já levantados são de que a pandemia afundou até 43,3 pontos as exportações de manufatura (MARCH JP MORGAN PMI INDEX), indicando, infelizmente, que já estamos perseguindo o pior dos cenários comerciais projetados. 

Tudo isso, o relatório também lembra, ocorre num ambiente de negócio global já afetado pela guerra comercial China-EUA, advindo de antes dessa crise, que já havia deteriorado o potencial do comércio global. 

MARINE LINK: “Western Supply Chains Buckle as Coronavirus Lockdowns Spread”

Freight carriers are struggling to deliver goods by land, sea or air as the coronavirus pandemic forces Western governments to impose lockdowns, threatening supplies of vital products including medicines into the most affected areas, such as Italy. 

Pânico e estocagem de alimentos e outros produtos têm multiplicado demanda por transporte de carga, num momento em que a cadeia logística sofre severas restrições operacionais.

Dados reportados ao MARINE LINK revelam impacto da pandemia do novo coronavírus sobre os sistemas logísticos internacionais:

  • tempo de entrega de mercadorias TRIPLICADO;
  • valores de frete de carga multiplicado por até 10 VEZES; e
  • capacidade de transporte reduzida em até 30%.

Outro problema apontado com o desligamento massivo da produção industrial realiza-se a ampliação do DESBALANCEAMENTO DE REMESSAS DE CARGA, essencial para viabilidade do transporte de carga geral, no transporte marítimo internacional. É inviável empenhar um navio para sair cheio de um porto, mas voltar vazio de seu destino.

Bloqueios internacionais do transporte aéreo de passageiros, ainda, aumentam os riscos do transporte internacional marítimo de carga, o que obriga as empresas de navegação a adotar esquemas operacionais especiais, referentes às suas tripulações. Por fim, restrições portuárias de embarque e desembarque de tripulação, bem como de acesso de embarcações a portos prejudicam, diretamente, o transporte de equipamentos médicos e farmacêuticos VITAIS ao próprio combate da pandemia.

O GLOBO: “Coronavírus fará economia global parar pela 1ª vez após 10 anos de expansão”

Custo da epidemia deve superar US$ 280 bilhões nos três primeiros meses de 2020, prevê consultoria.

Segundo O Globo, Capital Economics espera que epidemia seja contida ainda nesse trimestre e que economia retome patamar previsto de crescimento até 2021. Impacto maior seria sentido nos setores de turismo e na cadeia de produção dos emergentes asiáticos, bem como na Autrália.

Fundamentos da Logística de Produção

A dinâmica de consumo estabelece-se paralela à dinâmica de produção. Nesse funcionamento, objetos, informações, energia, pessoas e capital perfazem jornadas pré-estabelecidas até tornarem-se bens e serviços finais dispostos nos mercados.

De fato, esse fluxo de materiais constata-se uma função administrativa emergente denominada logística. Waters (2003, p.5), translata laxe, define que “Logística é a função responsável pelo fluxo de materiais de produtores para uma organização, nas operações dentro da organização e, depois, da organização para os consumidores.”.

Nesse caminho, os materiais percorrem etapas de transformação por diferentes produtores até alcançarem os consumidores finais, na forma de produto-final. Assim, Bowersox, Closs e Cooper (2002, p. 4), também definem logística, translata laxe, como: “a combinação das atividades de aquisição, organização, armazenamento, transporte, manuseio e consolidação de materiais através de uma cadeia de produção.”.

A Logística, portanto, constata-se uma ciência, que toma por objeto os processos, os ciclos, as cadeias, as camadas e as atividades de produção relativas à movimentação de materiais com o objetivo de promover a satisfação do consumidor-final, numa cadeia produtiva.

Este artigo abordará os Fundamentos por detrás da Logística de Produção.

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