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NIST: “Economic Benefits of the Global Positioning System (GPS) – Final Report”

The Global Positioning System (GPS) delivers an extremely precise positioning, navigation, and timing signal to users around the world. From people driving to some place new to multinational corporations coordinating complex logisticsnetworks, hundreds of millions of users rely on GPS every day for navigation and positioning. Its
precision timing capability supports industries as diverse as finance, electricity, and telecommunications.
For the United States alone, we estimate that GPS has generated roughly $1.4 trillion in economic benefits (2017$) since it was made available for civilian and commercial use in the 1980s. Most benefits have accrued in the last 10 years following rapid gains in information
technologies, miniaturization and commoditization of powerful devices, and the availability of robust wireless services.


Pesquisa, de instituição sem fins lucrativos dos EUA, estimou que o sistema de posicionamento referencial via satélites americano, o Global Positioning System (GPS), rendeu, para o setor privado daquele país, pelo menos, 1,4 tri USD, desde seu lançamento, em 1980 e que, apagão da tecnologia custaria cerca de 1 bi USD, por dia.

O estudo avaliou a aplicação do GPS em 10 setores industriais, incluindo o marítimo e o de óleo e gás dos EUA.

Assumiu-se como as 3 funções essenciais da tecnologia:

  • a localização;
  • a navegação; e
  • a sincronização.

Notando a assunção da Guarda Costeira do país (USCG) como a agência líder do uso civil da tecnologia, desde 1989, classificou que o setor de transporte marítimo apresenta ampla vulnerabilidade, no caso de falha da tecnologia.

Dentre os principais subsetores marítimos considerados para a apuração proposta dos valores econômicos, incluiu:

  • o de operações portuárias;
  • o de navegação aquaviária; e
  • o de transporte de passageiros.

Diferentes métodos de valoração foram usados, devido a variedade do setor.

Apreendeu-se que os impactos operacionais na navegação aquaviária e portuária seriam baixos, no caso de falha do sistema GPS por 30 dias, vendo-se aumento nos tempos de viagem e risco de navegação, mitigáveis pela existência de tecnologias referenciais alternativas.

Já no caso da operação portuária, o estudo viu impacto assertivo para os 10 maiores portos americanos, caso indisponível o serviço GPS, por 30 dias. Na operação desses portos, o GPS é usado do rastreamento rodoviário à movimentação nos pátios e planos de carga dos navios conteineiros.

Já para o setor de Óleo e Gás, o estudo viu ampla dependência na tecnologia. Da exploração e pesquisa (prospecção), ao posicionamento dinâmico (DP) de plataformas e navios, passando pela construção marinha e indo até a consciência situacional, de segurança e navegação marítimas.

Ainda, buscou-se a aplicação do GPS na indústria “telemática”, compreendendo, inclusive, aparatos de atividades do setor logístico, como o monitoramento de frotas e de comportamento de motoristas, a própria navegação GPS de carros e a condução remota de veículos.

O patrocínio da pesquisa foi do governo dos EUA, através de instituição nacional de pesquisa de padrões tecnológicos NIST, coligada ao Departamento de Comércio daquele país. Mas a execução foi da organização sem fins lucrativos RTI International, que entrevistou, estruturadamente, 200 especialistas, produzindo um relatório de 306 páginas, incluindo anexos.

BANCO MUNDIAL: “Global economic Prospects – aNALYTICAL cHAPTERS”

COVID-19 has triggered the deepest global recession in decades. While the ultimate outcome is still uncertain, the pandemic will result in contractions across the vast majority of emerging market and developing economies. It will also do lasting damage to labor productivity and potential output. The immediate policy priorities are to alleviate the human costs and atenuate the near-term economic losses. Once the crisis abates, it will be necessary to reaffirm credible commitment to sustainable policies and undertake the necessary reforms to buttress long-term prospects. Global coordination and cooperation will be critical.

Excerto de capítulos analíticos de relatório do Banco Mundial analisa que redução no transporte internacional de bens e produtos, provocada pela pandemia do novo coronavírus, aumenta risco de indisponibilidade de suprimentos na cadeia de produção mundial.

Avaliação ressalta que incerteza logística reduzirá em até 2/3 a demanda por ‘commodities’ energéticas, no ano de 2020. Ainda, que queda no preço dos combustíveis, ensejada por disputas geopolíticas, aumentará as consequências econômicas da própria pandemia.

De acordo com a entidade financeira, essas quedas seriam “sem precedentes” e afetariam, severamente, a economia dos países emergentes exportadores de petróleo. Para tal conclusão, baseado em estudos anteriores, concede que o impacto na arrecadação dos países, cujas economias dependeriam majoritariamente do setor energético, seria maior que o estímulo da queda do preço dos combustíveis às atividades beneficiárias dessa deflação. Apesar disso, o relatório observa “curta janela” de vantagem das atividades econômicas beneficiárias do baixo preço dos combustíveis, enquanto os estoques do produto permanecerem relativamente elevados à demanda, no início da reabertura dos países.

Documento de 76 páginas, dividiu-se em 2 capítulos. O primeiro dedicou-se à análise dos impactos temporais da própria pandemia. Já o segundo desenvolveu as consequências econômicas da queda dos preços dos combustíveis associadas ao contágio.

Fundamentos da Logística de Produção

A dinâmica de consumo estabelece-se paralela à dinâmica de produção. Nesse funcionamento, objetos, informações, energia, pessoas e capital perfazem jornadas pré-estabelecidas até tornarem-se bens e serviços finais dispostos nos mercados.

De fato, esse fluxo de materiais constata-se uma função administrativa emergente denominada logística. Waters (2003, p.5), translata laxe, define que “Logística é a função responsável pelo fluxo de materiais de produtores para uma organização, nas operações dentro da organização e, depois, da organização para os consumidores.”.

Nesse caminho, os materiais percorrem etapas de transformação por diferentes produtores até alcançarem os consumidores finais, na forma de produto-final. Assim, Bowersox, Closs e Cooper (2002, p. 4), também definem logística, translata laxe, como: “a combinação das atividades de aquisição, organização, armazenamento, transporte, manuseio e consolidação de materiais através de uma cadeia de produção.”.

A Logística, portanto, constata-se uma ciência, que toma por objeto os processos, os ciclos, as cadeias, as camadas e as atividades de produção relativas à movimentação de materiais com o objetivo de promover a satisfação do consumidor-final, numa cadeia produtiva.

Este artigo abordará os Fundamentos por detrás da Logística de Produção.

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Identificação da Estrutura Portuária

Define-se porto marítimo como interface crucial entre terra e mar (TRUJILLO e NOMBELA, 1999, p. 4; STOPFORD, 2003, p. 29) localizada numa determinada área geográfica onde diferentes modais de transporte, incluindo o aquaviário, estabelecem carregamentos e descarregamentos de cargas, através de instalações, dotações e lotações para atracação, fundeio, transferência (modal ou intermodal), apoio, reparo, armazenamento, controle, coordenação, comunicação e distribuição de materiais e de processos (TRUJILLO e NOMBELA, p. 6; ALDERTON, 2008, p. 19-26; LUN, LAI, CHENG, 2010, p. 179).

Ao mesmo tempo, Logística refere-se ao planejamento e controle de fluxos materiais e informacionais, no propósito de garantir a disponibilidade de produtos nas medida, qualidade, custo, local e prazo ótimos em relação a etapas e ao todo de um macroprocesso produtivo (GHIANI, LAPORTE, e MUSMANNO, 2004, p. 1).

Tal macroprocesso, doravante denominado cadeia de produção, denota-se como, translata laxe, “a série de atividades e organizações que materiais perpassam em jornadas dentre produtor e consumidor final.” (WATERS, 2003, p. 7).

Já a Logística Integrada constrói-se como “combinação das tarefas de distribuição, produção e aquisição (procurement)” (BOWERSOX, CLOSS, COOPER, 2002, p. 1) executadas numa operação logística por uma unidade logística.

Nesse contexto, enseja-se a identificação de porto como elemento-etapa dessa cadeia de produção, quando exata “interface entre áreas de produção e de consumo” (UGBOMA et al, 2009 apud LUN, LAI e CHENG, p. 219; LUN, LAI e CHENG, p. 181).

Ainda, constata-se porto como unidade de operação logística integrada, quando, t.l., “coleção de atividades”, “provedor de múltiplos serviços”, “principal elo de transporte dentre parceiros comerciais”, “ponto de atração de estradas e ferrovias” e local onde “indústrias estão situadas” (ALDERTON, p. 19-21; TRUJILLO e NOMBELA, p. 4).

Dessa forma, o porto desenvolve-se em estrutura e serviço definidos.

Este artigo desenvolverá a identificação da estrutura portuária, pretendendo melhor compreender a própria gestão portuária. Espera-se, desse jeito, oferecer fácil entendimento sobre o assunto.

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Fundamentos para o Transporte Marítimo de Cargas

O dicionário Priberam da Língua Portuguesa refere transporte como “ato ou o efeito de transportar ou de transportar-se”, recursivamente, à própria noção do verbo transportar: “levar [algo] de um lugar ao outro”.

Dessas definições, denotam-se, de imediato, pelo menos, três componentes conceituais básicos envolvidos, na atividade:

  • uma separação espacial existente;
  • objetos físicos passíveis de movimentação; e
  • agentes interessados nisso.

Assim, o estudo do transporte separa-se em análises:

  • espacial (local, regional e global);
  • cinética (logística);
  • e econômica (ofertas e demanda de produção).

De fato, Waters (2003, p. 309) enquadra, com grifo nosso, essa subfunção logística como: “responsible for the physical movement of materials between points in the supply chain.”. Ao mesmo tempo, Button (2010, p. 328), ainda com grifo nosso, expande que:

it envolves the movement of goods through the supply chain, but is more than just the freigth transport aspect and embraces the full commercial and operational frameworks within the movement of goods is planned, managed and finally carried out.

Assim, o transporte constata-se objeto amplo e multi-disciplinar, visível tanto do âmbito da Logística Integrada, quanto do âmbito da Economia e do Marketing.

No âmbito logístico, produtores de transporte integram, eles mesmos, uma cadeia de produção, administrando processos e operações, propondo valores e ofertas de serviços.

Já no âmbito da Economia e do Marketing, consumidores de serviços de transporte dispõem necessidades por produtos de transporte diferentes, compondo mercados distintos e determinando demandas discretas de produção.

A partir, exatamente, da Logística Integrada, do Marketing Holístico e da Economia, este artigo abordará a função, os objetos, os conceitos, os processos, a evolução e os agentes fundamentais no transporte marítimo de cargas.

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