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Fundamentos do Consumo

O comércio subsiste das diferentes necessidades humanas e capacidades de satisfazê-las. Numa sociedade capitalista, a divisão do trabalho organiza a transformação de recursos em produtos (STOPFORD, 2003, p. 4). Assim, demandas e ofertas de consumo ensejam a existência de mercados de trocas de mercadorias.

No mercado internacional, a troca de bens e serviços atribui papel central ao transporte marítimo de cargas. De fato, o setor constitui-se a espinha dorsal do comércio mundial (STOPFORD, 2003, p. 29).

Como próprio setor produtivo, o espaço de frete realiza-se o principal produto da indústria de transporte. Contudo, alternativamente, empresas de transporte oferecem, também, serviços de armazenamento (BOWERSOX; CLOSS; COOPER, 2002, p. 329).

Atualmente, grandes mudanças impõem-se no consumo e, consequentemente, também ao consumo dos serviços de transporte marítimo de cargas. A expansão dos mercados liberais no mundo (BOWERSOX, CLOSS, COOPER, 2002, p. 9-10; LUN, LAI, CHENG, 2010, p.10), a internacionalização da produção e do consumo de mercadorias (WATERS, 2003, p. 333-335), a consolidação da filosofia de produção just-in-time (WATERS, 2003, p.179), a evolução do Marketing para a satisfação total do cliente (BOWERSOX, CLOSS, COOPER, 2002, p. 66), a expansão do uso e o aprimoramento da Tecnologia da Informação (GHIANI, LAPORTE, MUSMANNO, p. 16-17), o surgimento da Logística Integrada e de seus conceitos de cadeia de produção (WATERS, 2003, p. 7; GHIANI, LAPORTE, e MUSMANNO, p. 1; BOWERSOX, CLOSS, COOPER, 2002, p. 1), tudo isso ensejou a avaliação paramétrica, pelos usuários, dos bens e serviços ofertados.

Assim, este artigo abordará os fundamentos por detrás do consumo de bens e de serviços orientados ao comércio internacional marítimo.

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Fundamentos para o Transporte Marítimo de Cargas

O dicionário Priberam da Língua Portuguesa refere transporte como “ato ou o efeito de transportar ou de transportar-se”, recursivamente, à própria noção do verbo transportar: “levar [algo] de um lugar ao outro”.

Dessas definições, denotam-se, de imediato, pelo menos, três componentes conceituais básicos envolvidos, na atividade:

  • uma separação espacial existente;
  • objetos físicos passíveis de movimentação; e
  • agentes interessados nisso.

Assim, o estudo do transporte separa-se em análises:

  • espacial (local, regional e global);
  • cinética (logística);
  • e econômica (ofertas e demanda de produção).

De fato, Waters (2003, p. 309) enquadra, com grifo nosso, essa subfunção logística como: “responsible for the physical movement of materials between points in the supply chain.”. Ao mesmo tempo, Button (2010, p. 328), ainda com grifo nosso, expande que:

it envolves the movement of goods through the supply chain, but is more than just the freigth transport aspect and embraces the full commercial and operational frameworks within the movement of goods is planned, managed and finally carried out.

Assim, o transporte constata-se objeto amplo e multi-disciplinar, visível tanto do âmbito da Logística Integrada, quanto do âmbito da Economia e do Marketing.

No âmbito logístico, produtores de transporte integram, eles mesmos, uma cadeia de produção, administrando processos e operações, propondo valores e ofertas de serviços.

Já no âmbito da Economia e do Marketing, consumidores de serviços de transporte dispõem necessidades por produtos de transporte diferentes, compondo mercados distintos e determinando demandas discretas de produção.

A partir, exatamente, da Logística Integrada, do Marketing Holístico e da Economia, este artigo abordará a função, os objetos, os conceitos, os processos, a evolução e os agentes fundamentais no transporte marítimo de cargas.

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